| Escrito por E.E.S, em 10-02-2008 19:43 |
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Se você me perguntasse o que eu queria ouvir,
eu diria que me bastava um Sim,
nem que esse fosse dito bem baixinho, resmungado, sem sentido
contracenando com seus sussurros e gemidos.
Se eles me perguntassem o que eu queria ser,
eu diria que me bastaria ser o vento, que no relento,
bagunça os seus cabelos,
contentar-me-ia em ser a luz que encontra o seu rosto no meio da multidão,
ou quem sabe as ondas que movem o barco da sua vida a deriva,
nesse imenso mar da solidão...
Se um intrometido qualquer me perguntasse para onde eu deveria ir
eu responderia estupidamente que pra lugar algum.
Ou talvez respondesse educadamente: para bem longe daqui...
Quem sabe para uma casinha lá no fim do mundo,
sem porteira nem retratos,
cercado pelas montanhas, por lembranças e pelo mato.
Se lá de dentro uma voz me perguntasse o que é certo ou errado,
eu pensaria por cem longos anos,
e ainda assim ficaria indagado,
procurando as respostas por entre o presente o futuro e o passado
tentando entender o que foi que deu errado.
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