ESA #7 - Ressaca, mal-entendidos e corações partidos. Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Mariana Mello, em 11-03-2008 13:07
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Aula nunca é legal quando se está de ressaca, mas Guta estava nas nuvens enxergando corações de fumaça cor-de-rosa por todos os cantos da escola. Queria sair correndo para o banheiro com sua melhor amiga e contar tudo o que tinha acontecido! Como André e ela tinham feito sexo pela primeira vez no quarto - com um certo ar de aventura já que Erick estava dormindo ao lado, na cama! - e como tinha sido lindo apesar de bem doloroso. Depois tomaram banho juntos de manhã antes de ir para a aula e ficaram evitando olhares no carro enquanto Márcio cantarolava um assovio idiota e Erick reclamava da luz do sol.

O problema nisso era que Guta não podia agarrar a mão de sua melhor amiga, levá-la ao banheiro feminino e contar que transara com seu namorado! O que tinha feito era uma tremenda traição e pensar dessa forma a fazia se sentir um monstro nojento. André era namorado de Joyce!

Isso a fez se sentar calada durante toda a aula, procurando esquecer a sede digna da ressaca e das lembranças maravilhosas - e horríveis! - das coisas que fizera na noite passada.


Erick por sua vez se arrastava pelos corredores da escola, com suas calças xadrez de flanela, meio sem rumo enquanto o sinal anunciava a hora do intervalo. Segurava uma sacola de papel onde estava o uniforme de Sofia já limpo para devolver à garota. Tudo meio que rodava rápido demais ao seu redor, será que ainda estava bêbado?
Enquanto tentava se equilibrar escorando-se na parede, alguém puxou seu braço com força.

Virando-se e demorando um pouco para que seus olhos focassem com precisão, encarou Cecília de braços cruzados na sua frente, vestida como uma perua toda de cor-de-rosa, exceto pela camiseta do uniforme da escola:

- Eu fiquei te esperando! - reclamou a pantera.

Erick nem sabia do que é que ela estava falando. Esperando o que? Onde? Sentia dor de cabeça e a voz de Cecília o irritou no momento em que ele a ouviu reclamar de novo de alguma coisa, que não fazia o menor sentido e provavelmente era idiota!

- Quê?

- Eu mandei um e-mail ontem, depois que recebi suas fotos! Para nos encontrarmos antes da aula na sala do jornal! Fiquei te esperando igual uma otária, você me deixou plantada feito uma árvore dura e velha... você viu seu e-mail, não foi? - ela parecia um toca-fitas arranhado.

- Não... nem vi meu e-mail...

- Ah.. tá. - Cecília tentou parecer mais legal, olhando para aqueles olhos azuis escuros e vivos como duas pedras preciosas. - Eu só queria dizer que amei as fotos que você me passou, muito artísticas... deu para entender que você quis captar o movimento da música em toda sua complexidade! - Começou um monólogo, como se entendesse alguma coisa de fotografia. - A Sofia não gostou muito, claro, ela é super chata... e não entende nada desse lance surrealista que você quis colocar na foto e tudo mais...

Ouvir que Sofia tinha visto suas fotos horrorosas do Café Ville Leonora foi como um chute no estômago já enjoado de Erick. Revirou com um misto de enjôo e indisposição. Precisava vomitar urgente! Estendeu a sacola para Cecília:

- Isso é da sua irmã, entrega pra ela tá? Eu tenho que ir... ! - virou-se correndo deixando Cecília com cara de idiota para trás.

- Nos vemos depois, te espero na quadra depois da aula! - ainda ouviu ela gritar meio de longe.

Erick não quis saber. Tinha certeza que o café da manhã, o jantar de ontem e aquele monte de vinho ainda estavam na sua barriga fermentando! Como o banheiro masculino estava tão longe, não pensou duas vezes e entrou no feminino mesmo.

Quando abriu a porta encarou Sofia, que retocava o batom no espelho conversando com uma outra garota da escola. A ruivinha virou-se de sobressalto arregalando os olhos esverdeados, um tanto surpresa - afinal ele estava invadindo o banheiro feminino!! - Já a outra menina, com quem ela conversava, berrou assustada com a invasão.

Tudo então aconteceu rápido, como uma cena de cinema picotada em pedaços pra andar mais depressa. Enquanto a garota reclamava, Erick passou reto até o primeiro box, ajoelhando no chão para vomitar no vaso sanitário e Sofia, meio sem saber o que fazer colocou a garota para fora trancando a porta. Para ocupar a menina, disse:

- Pelo amor de deus, Raíssa! Vai chamar a diretora, esse garoto enlouqueceu de vez!
Com isso, a reclamona deixou o banheiro, e Sofia pode se concentrar em seu plano de fuga, porque se a diretora chegasse, ela estaria encrencada... e Erick também. Ouviu Erick vomitando em um dos vasos e agradeceu por aquela escola tradicional ser limpa o suficiente para o banheiro se parecer com o banheiro de uma casa! Tinha toalhas de papel em abundância e muito cheirosas! E mais tarde alguém limparia o banheiro antes que alguém o utilizasse daquele jeito... mas ela tinha pouco tempo para sair dali!
Pegou algumas toalhas de papel e andou até o box de madeirite no qual Erick havia entrado, meio sem saber o que falar ou fazer. Parou o encarando. Ele estava sentado com a cabeça entre os joelhos, passando mal, nitidamente.

Sofia deu descarga por causa do cheiro.

- Ei, tudo bem? - o chamou, abaixando-se perto dele estendendo-lhe as toalhas de papel para ele limpar a boca. - Erick? O que você tem?

- A sua irmã é tão insuportável... - respondeu levantando a cabeça e pegando as toalhas de papel para se limpar.

- Não pode ser assim tão ruim... - Sofia sorriu, sem saber o que falar. Incomodava-se com o fato de que ele falasse tanto em Cecília, mesmo que fosse para reclamar... as vezes isso era até pior, porque as duas eram gêmeas... - Você já está melhor? - perguntou erguendo-se.

- Estou... - mas era uma mentira tão escrachada que logo após de falar isso, precisou vomitar mais uma vez, sem mais nada para sair do estômago.

- Quer ir para a enfermaria?

- N-não! - protestou imediatamente. - Eu tô bem..!

Sofia calou-se depois disso. Ficou se sentindo inútil que nem sabia ajudar quando era necessário. Andou até a pia pegando mais toalhas de papel e voltou para ajudar Erick a se levantar.

- Vai ficar tudo bem. Vamos logo que a Raíssa foi chamar a diretora! - logo depois se arrependeu do que disse, sentindo-se uma perfeita idiota. Procurou ignorar a si mesma e estendeu a mão delicada para Erick.

Ele se segurou na parede para ter mais equilíbrio, ficando de pé com pouca dificuldade, andou até a pia ainda sentindo-se tonto. Encarou-se no espelho antes de enxaguar a boca com a água da torneira. Estava parecendo um doente, com as pálpebras dos olhos avermelhadas, viu Sofia atrás dele e notou que estava tremendo por inteiro como um imbecil de novo. Era incrível! Por que tinha que ficar tremendo como um perfeito idiota com mal de Parkinsson? Ainda bem que não precisava tirar nenhuma foto....

- Vamos? - Sofia insistiu.

Renato estava sentado no banco de pedras do pátio. Esperava por Sofia segurando um livro de capa amarela enquanto analisava André e Joyce na fila da cantina namorando, entre beijos, carinhos e piadinhas cheias de sorrisos. Era ridículo como ele se sentia idiota quando via os dois juntos. Gostava de verdade de Joyce, uma paixão pra lá de platônica!
Guta se sentou ao lado dele arrumando a barra da sua calça jeans, cortando seus pensamentos: - Ai que dor de cabeça enorme! - resmungou.

- Você viu a Sofia?

- Ih, tão namorando agora é?

- Não... só fiquei de emprestar esse livro... ela comentou ontem que queria ler...

- Ontem? Ontem onde?! - Guta se surpreendeu. Pelo visto não havia sido só ela que tinha se divertido!

Renato tentou não dizer nada, mas seus olhos verde-esmeralda diziam tudo: ele saíra com Sofia, uma "saída de casal"! Guta imediatamente se sentiu curiosa! Queria saber de tudo e que Renato não escondesse nem um detalhe!

No mesmo instante Sofia e Erick apareceram no pátio. Erick se jogou sentando-se ao lado de Guta e Renato tímido, tentando evitar um contato visual com Sofia se limitou em reparar como o garoto estava pálido e com cara de doente:

- Credo Erick, o que você tem?

- Desde que acordei não parei de vomitar... acabei de vomitar no banheiro feminino porque não consegui atravessar o corredor... - explicou, procurando não lembrar da ressaca, porque isso parecia fazer piorar... e realmente não queria as coisas piores... já bastava Sofia tê-lo visto passando um vexame daqueles!

- Será que não é uma virose? - Sofia indagou preocupada.

- É, uma virose, daquelas beeeem fortes. - Guta debochou, o que fez Erick rir. Eles compartilhavam alguns segredos agora e isso obrigatoriamente fazia deles bons amigos.
- Ah, eu trouxe isso pra você, Sofia. - Renato estendeu o livro que segurava, com um sorriso.

- Puxa, obrigada! - Sofia delicadamente segurou o livro com as duas mãos e deu um beijo na bochecha de Renato em agradecimento. - Vai me ajudar muito no trabalho de História! Estou precisando de uma boa nota já que fui mal na prova.

- Tenho certeza que você se sairá bem! É uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço! - Ai que enjôo. - Erick virou para o outro lado achando que fosse vomitar. Não sabia se estava enjoado de nojo ou de raiva, porque Renato e Sofia pareciam se dar tão bem, enquanto tudo o que ele sabia fazer era tremer do lado da garota e gaguejar.

- Vocês vão assistir ao jogo hoje, não vão? - Renato indagou, ignorando Erick e puxando a atenção das duas garotas para si.

- Claro que sim! Ninguém vai querer perder. - Sofia sorriu, tentando parecer animada. - Vai ser o máximo!

- É mesmo, hoje de tarde tem jogo! - Guta havia esquecido completamente. - Vai ser um amistoso não é?

- Sim, com o Colégio Vale Verde! Temos grandes chances de ganhar! - Renato falou empolgado. - O treinador disse que será um jogo definitivo pro futuro do time, ele decidirá a importância dos jogadores nesse jogo. Espero me sair bem!

- Claro que vai, você é um dos melhores, Renato! Você vai Erick? - Guta indagou para o amigo enquanto ele passava mal sozinho com seu enjôo.

- É, acho que não tenho muito que fazer...

- Acho que a Cecília deve querer algumas fotos. - Sofia comentou. As fotos de Erick eram horríveis, mas sabia que Cecília não estava ligando para isso e sim para o fato de poder pegar no pé de Erick até que Sofia se irritasse e perdesse a classe de tanto ciúmes.

- Justo hoje...

Ao fim da aula todos os alunos interessados estavam no pátio da escola aglomerando-se para o jogo amistoso entre as duas equipes escolares dos colégios vizinhos, Montenegro e Vale Verde. O estádio estava bem vazio, porque de quarta-feira nada dava muito certo.
Guta, Joyce e Sofia estavam no banheiro feminino perto do estádio retocando a maquiagem, enquanto os hinos dos colégios eram cantados.

- Onde é que está Cecília? - Joyce indagou, retocando seu rímel e ajeitando sua calça, tentando fazer o uniforme escolar não engordá-la, como ela achava que fazia.

- Provavelmente alugando o Erick para fotografar a bola de basquete. - Guta debochou, remexendo no cabelo e tentando ajeitar a presilha preta que segurava sua franja no topo da cabeça em um penteado na moda. Estava com o uniforme de Erick, limpo e novinho que ele emprestara pela manhã, mas que ficou gigante e enorme em Guta. Sofia estava retocando o batom e as duas se olharam por um instante pelo espelho. - Aliás, não é incrível como ele consegue reconhecer vocês duas com tanta precisão? É tão fofinho...!

- Você está ficando com o Renato? - Joyce emendou no comentário de Guta, mudando radicalmente o assunto.

- Claro que não! - Sofia se defendeu de imediato, guardando o brilho na bolsa. - A Cecy é louca por ele!

- Será? Ela não deixa o Erick respirar um segundo, já repararam? Acho que ela está afim dele, que motivos teria para correr tanto atrás dele assim? - Joyce comentou.

Sofia bem sabia a resposta. Maldita hora que resolveu comentar em voz alta naquela festa que achara Erick lindinho de tudo, da barra da calça de flanela fora de moda até os olhos azuis, sem esquecer daqueles piercings - coisa mega-sexy - que ele usava nos lábios e que a deixavam doidinha de curiosidade sobre como seria beijar sua boca com aqueles brincos! Mas não ia dizer isso para Guta e nem para Joyce... se elas comentassem alguma coisa com Cecília, a briga ia mudar de nível!

- Daí só ia ficar faltando um namorado pra Guta... - Joyce deu um cutucão na amiga, estava sempre querendo "casar" seus amigos. - Posso te apresentar o meu irmão!

- Ai o jogo, vamos logo! - Guta anunciou ignorando Joyce, porque não queria lembrar da noite anterior.

Durante o jogo André não conseguia se concentrar com os flashes da câmera de Erick. A torcida gritava sem parar o nome de Renato, exceto por Guta, que na primeira fileira fazia questão de torcer só para André, reafirmando para o garoto o que havia acontecido na noite passada. Ele ainda estava de ressaca, com o corpo meio mole e mais lento que o normal, como se estivesse mais pesado... só que o que estava mais pesado mesmo era a sua consciência! Poxa vida, Joyce era uma garota tão doce e perfeita, ele não tinha que ter dormido com Guta só porque bebeu uma ou duas garrafas de vinho!

Esses pensamentos comprometeram seu desempenho no jogo, o que deu espaço mais do que o suficiente para que Renato se destacasse como o "atleta de ouro" que ele era: roubava lances dos adversários e marcava pontos como uma máquina. André não conseguiu acertar nenhum passe e movia-se tão lentamente que não conseguia nunca chegar até a cesta!

O jogo passou mais depressa do que seu corpo podia acompanhar e a vitória foi cedida ao Colégio Montenegro graças a Renato, que se destacou como uma estrela mais brilhante que o Sol. A torcida aclamava seu nome, enquanto André se rendia ao cansaço mental e físico agravado pela ressaca e pela consciência pesada.

Que merda.

Para piorar, o banco de reservas - assim que o juiz avisou o final do jogo - levantaram Renato e ficaram gritando vitória em coro. O treinador também acompanhou os rapazes.
André, isolado da comemoração, andou até o banco de reservas para arrumar suas coisas. Sentia-se derrotado e não achava que merecia festejar a vitória, uma vez que ele nada fez para o time... se o treinador o tivesse deixado mais tempo no banco de reservas seria melhor. Guta colou nele enquanto monitorava que Joyce estava longe cumprimentando Renato pela vitória:

- Oi André! Parabéns pela vitória! Você foi um arraso!

A mentira chicoteou de um lado pro outro na cabeça de André. Um arraso... Um arrasado isso sim. Perdedor! E tudo isso era culpa de Guta, porque foi graças a ela e ao seu irmão idiota que ele estava de ressaca naquela hora. Ele ergueu a cabeça e percebeu que ela vinha com os braços estendidos para abraçá-lo. Esquivou-se do abraço e quando eles se encararam, não mediu palavras:

- Não encosta em mim, sua ridícula! É tudo culpa sua, eu tenho nojo de você.

Guta ficou estática com os braços estendidos por um tempo. Os sons da boca de André pareciam facas afiadas em seu coração. Sentiu uma enorme dor no peito e o gosto da decepção travou em sua garganta molhando seus olhos.

André procurou não encarar a cara vermelha de Guta e virou de costas para ela, sentando puxando sua mochila para guardar sua toalha suja.

Guta não esperou que ele virasse e pedisse desculpas, porque ela sabia que ele não ia fazer isso. Agora entendia tudo! Subiu correndo as escadarias da arquibancada indo mais rápido que um trem bala em direção a saída, para fugir para bem longe, onde nunca ninguém pudesse vê-la daquele jeito deplorável, chorando, com o nariz vermelho, uma perfeita palhaça... uma palhaça idiota e sem graça!!

Tarde demais...! Sentiu que alguém a segurou pelo braço na sua passagem.

- Ei...! Guta!

Virou seus olhos castanhos e chorosos para Erick que a encarava preocupado. As lágrimas molhavam todo o seu rosto e desciam como um rio pelo queixo apertado, a boca trêmula e retorcida.

- O que foi?

- Eu... Eu...

- Por que você tá chorando?

Abraçou-se com ele afundando o rosto no ombro do amigo e empurrando-o contra a parede. Erick a abraçou mesmo que ainda não entendesse o que estava acontecendo e procurou confortá-la.

Da quadra Cecília que estava anotando coisas em seu bloquinho, sem querer viu Guta abraçar Erick e puxou o cabelo da irmã que, como dezenas de meninas, estava escutando o relato de Renato sobre sua vitória.

Sofia virou-se para ela já imaginando que ia levar a maior bronca porque ela e Renato estavam conversando, mas Cecília não tinha a cara fechada de mau-humor, ela sorria meio contente, como sempre fazia quando podia cantar vitória!

- Olha lá, Sofia... nem precisei de muito, já roubaram o Erick de você. - Cecília apontou para o alto da arquibancada onde Guta e Erick se abraçavam. Daquele ângulo não dava para ver com nitidez o que eles estavam fazendo, mas parecia que era um beijo. - Eles estão se beijando!

Sofia sentiu uma tristeza avassaladora! Foi como um tapa na cara, ardido... Era uma decepção amorosa chegando com toda a força, transformando seu coração em mil pedacinhos estraçalhados. Segurou o choro, mas não conseguiu esconder de Cecília sua tristeza!

Cecília se sentiu contente, continuou fazendo seu trabalho de repórter e de vez em quando olhava pra Sofia, esperando que a irmã lhe concedesse a vitória da batalha. Mas Sofia não se deixou abalar e com classe, sorriu para Renato.

O atleta de ouro contava a uma roda de amigos suas experiências daquele jogo. Qualquer outro dia Cecília estaria anotando fervorosamente as palavras de seu atleta favorito para escrever uma matéria sensacional no dia seguinte, mas não naquela tarde. Naquela tarde ela se sentia vitoriosa por ter conseguido uma expressão de tristeza da irmã, como se fosse uma bruxa maldosa destinada a fazer uma princesa sofrer por amor.

Cecília gostava disso. Dessa espécie estranha de poder.

 


Publicado em : Livros, Romance
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Comentários (2)
Postado em josweetty, em 22-03-2008 11:44, , Membro Registado
Oi Taah!~ 
Obrigada!
 
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Postado em TaaH, em 20-03-2008 00:40, , Membro Registado
Nossa. Meus parabéns!! :) 
A sua história é muito envolvente!!! 
Parabéns mesmo viu?! 
beeijo.
 
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