A maldição da moeda – pt.2 - Morte e Desespero Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Fábio Ribeiro dos Santos, em 09-06-2008 18:26
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Pedro lembrou. Jubo. Moeda. Ussa. Lembrava-se de seu caso no estrangeiro. Mas por quê? A moeda não cumprira sua parte do trato?

Pedro levou as mãos à cabeça desesperado. Se descobrissem a moeda no apartamento de Jubo, com as investigações logo saberiam que ela provinha da Tailândia e logo ligariam seu nome à morte daquele sedentário. Com a pequena ajuda do zelador em dizer à polícia que recebera uma encomenda da Tailândia para Pedro, em breve seria o alvo de todo o interrogatório.

Tinha que correr. Precisava pegar a moeda antes que fosse achada pela polícia. Saiu do apartamento rápido, para que não fosse notado pelo policial, desceu pelo elevador e logo já estava na porta do apartamento de Jubo.

Alguns moradores curiosos olhavam espantados para dentro do quarto, tentando colher informações. Uma fita lacrava a passagem para o apê e um policial impedia que qualquer pessoa entrasse ali.

Pedro pensou rápido e se apresentou: - Eu sei quem pode ter feito isso com ele.

O policial liberou sua passagem. O responsável pelas investigações estava impaciente.

- Quem é você e o que sabe?

- Eu me chamo Pedro. Jubo tinha um inimigo na faculdade. - improvisou Pedro.

Eu era amigo de Jubo. Ele guardava o número do telefone dos inimigos numa agenda. Era sua lista negra. - mas o que era isso? Da onde tirara esse absurdo. Talvez o que esperava desse lero-lero desse certo.

Ao comando do investigador, todos os policiais saíram do quarto. Pedro pode ver um deles saindo com um saco plástico e algumas moedas com sangue dentro. Conseguiu ver o brilho dourado de uma delas.

- O que faria agora? O que viera procurar estava saindo pela porta.

Seu plano de procurar a moeda na gaveta tinha dado errado. Alguém já havia feito isso. Pedro sabia que Jubo, seu ex-colega de classe tinha mania de esconder tudo na gaveta quando recebia visitas. E pelo visto, naquela noite, recebera o resultado de seu desejo à moeda. A garota loira, pela qual ouvira o policial falar. Sem ter passado a moeda a ninguém deveria ter sido assassinado pela tal loira. 24 horas e a morte lhe tira a alma.

Passara-se uma hora e Pedro ainda estava preso àquele quarto. Podia ver as manchas de sangue na cama, o lugar em que não queria imaginar Jubo pelado com uma mulher. Pedro não sentia remorso. Sabia o quanto Jubo gostava de Izy, sua namorada. Foi então que lhe caiu a ficha. Izy era loira. O rapaz fechou a cara e deu um soco no armário.

- Droga.

O investigador olhou assustado.

- Não queria que ele morresse. - Pedro inventou pra esconder seu verdadeiro sentimento.

- O caderno não deve mais existir. - disse Pedro querendo sair logo dali.

- Temos suspeitas de que uma mulher desconhecida teve nesse andar, um mulher loira. Você desconfia de quem possa ser.

- Na verdade não. Vim aqui achando que poderia ajudar com o caderno de inimigos, será que posso ir embora agora. Tenho algumas coisas para fazer.

Em poucos minutos Pedro já estava de volta ao apartamento. A mulher que entrara no prédio era desconhecida? Então não poderia ser Izy. O porteiro conhecia Izy.

Com pressa, pegou o telefone e ligou para a portaria do prédio.

- Alô?

- João? Pedro! A Izy esteve aqui ontem?

- João não trabalha mais aqui não!

Pedro desligou. Pegou a chave do carro e correu para a garagem. Precisava ver Izy. Ela jamais mataria alguém. Aquilo só poderia ser a maldição da moeda. E por que voltara a lembrar de Ussa? Não queria ter outra mulher na cabeça agora. Não enquanto já tivesse problemas demais para pensar.

E a moeda? Como faria para pegá-la?


Publicado em : Literatura - Contos, Ficção
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