| A maldição da moeda - pt. 3 - Fugitivos |
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Pedro chegou à casa de Izy. Bateu na porta e a mãe dela atendeu.
- Izy não está bem Pedro! Volte outro dia. - disse a mãe fechando a porta. Pedro colocou o pé para impedir que ela fechasse. - Eu preciso falar com ela. É urgente. A brecha que a mãe de Izy abriu foi o suficiente para Pedro entrar e subir as escadas até o quarto da namorada. A porta do quarto estava fechada. - Izy. Sou eu! Abre a porta. A garota abriu a porta. Estava trêmula. - Você acredita em magia negra, Pedro? - disse ela sem entusiasmo. - Eu me lembro de estar aqui e simplesmente sumir e aparecer na casa de Jubo. Eu não tinha controle sobre mim. Algum tempo passou e eu matei Jubo. Eu não queria! Eu não queria... O rapaz ficou sem palavras. Tudo isso tinha sido culpa sua. - Eu vou dar um jeito nisso Izy. Você viu uma moeda dourada com a inscrição R.I.P no quarto de Jubo? - Sim. Mas apenas no computador! - Como assim? - No computador do Jubo. A moeda estava na primeira página de um site. - O desgraçado descobriu! - disse Pedro. - Então eu pesquisei sobre a moeda! - disse Izy séria. - Ela veio da Tailândia e trouxe uma maldição com ela. Você esteve lá! Você trouxe a moeda e entregou pro Jubo. - Eu não sabia para quem entregar, o pedido já havia sido feito. - Por sua culpa eu matei Jubo e eu não queria! - dizia Izy com raiva. - Eu tenho um jeito de arrumar isso. - Saia da minha casa! - berrou a garota. A mãe de Izy chegou à porta do quarto. - Eu chamei a polícia. É melhor ir embora garoto. - Izy. Você tem que vir comigo. Quando a polícia chegar vão descobrir que você matou Jubo. - Eu não vou a lugar nenhum. - Você quer ser presa? Dez minutos depois Pedro e Izy estavam num bairro pouco movimentado. Pedro dirigia em ruas isoladas para não ser notado. Havia contado tudo que acontecera naquele dia. - Izy. Há um jeito de tudo voltar ao normal. Eu só preciso ir para a delegacia e pegar a moeda! - Isso é impossível. - disse Izy mais calma. - Eles logo vão notar que você é o mesmo que teve no apartamento de Jubo hoje. - Vamos precisar da ajuda de alguém. Alguém que possa receber a moeda. - Quem? - Teu irmão não é investigador? - O Argo? - Ele pode fingir que precisa saber mais sobre a moeda e pedir para examiná-la. Pedro pensou. Arno já havia lhe tirado de várias enrascadas. Foram para a casa do irmão. Duas horas se passaram até que toda a história tinha sido contada. Pedro jamais mencionaria Ussa na frente de Izy. - Se vocês realmente acreditam numa maldição idiota, então tudo bem. Eu vou até a delegacia. Esperem aqui. Nunca vão desconfiar da minha casa. Argo foi até a delegacia e já estava de volta com a moeda em pouco tempo. - Argo! Você precisa me dar a moeda agora! - disse Pedro. - Como assim? E o meu pedido? - Você não disse que a gente era idiota de acreditar nessa história? A campainha tocou. Pedro espiou pela janela. Eram policiais disfarçados. Ele podia reconhecê-los. -Argo me entregue a moeda agora! Argo olhou para Izy. Se a entregasse ficaria famoso. Então olhou para o irmão. O que tinha feito? Pedro seria incriminado. - Pegue essa maldita moeda. -disse, entregando a para o irmão. - Obrigado Argo. Te devo mais essa! Izy e o namorado saíram discretamente pela janela. Não poderiam usar o carro. Pularam o muro e correram para longe dali sem olhar para trás. Abaixaram-se atrás de um arbusto de uma casa. Pedro pegou a moeda. Estava pronto para fazer um pedido! Continua...
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