A maldição da moeda - pt. 3 - Fugitivos Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Fábio Ribeiro dos Santos, em 16-06-2008 12:51
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Pedro chegou à casa de Izy. Bateu na porta e a mãe dela atendeu.

- Izy não está bem Pedro! Volte outro dia. - disse a mãe fechando a porta.

Pedro colocou o pé para impedir que ela fechasse.

- Eu preciso falar com ela. É urgente.

A brecha que a mãe de Izy abriu foi o suficiente para Pedro entrar e subir as escadas até o quarto da namorada.

A porta do quarto estava fechada.

- Izy. Sou eu! Abre a porta.

A garota abriu a porta. Estava trêmula.

- Você acredita em magia negra, Pedro? - disse ela sem entusiasmo. - Eu me lembro de estar aqui e simplesmente sumir e aparecer na casa de Jubo. Eu não tinha controle sobre mim. Algum tempo passou e eu matei Jubo. Eu não queria! Eu não queria...

O rapaz ficou sem palavras. Tudo isso tinha sido culpa sua.

- Eu vou dar um jeito nisso Izy. Você viu uma moeda dourada com a inscrição R.I.P no quarto de Jubo?

- Sim. Mas apenas no computador!

- Como assim?

- No computador do Jubo. A moeda estava na primeira página de um site.

- O desgraçado descobriu! - disse Pedro.

- Então eu pesquisei sobre a moeda! - disse Izy séria. - Ela veio da Tailândia e trouxe uma maldição com ela. Você esteve lá! Você trouxe a moeda e entregou pro Jubo.

- Eu não sabia para quem entregar, o pedido já havia sido feito.

- Por sua culpa eu matei Jubo e eu não queria! - dizia Izy com raiva.

- Eu tenho um jeito de arrumar isso.

- Saia da minha casa! - berrou a garota.

A mãe de Izy chegou à porta do quarto.

- Eu chamei a polícia. É melhor ir embora garoto.

- Izy. Você tem que vir comigo. Quando a polícia chegar vão descobrir que você matou Jubo.

- Eu não vou a lugar nenhum.

- Você quer ser presa?

Dez minutos depois Pedro e Izy estavam num bairro pouco movimentado. Pedro dirigia em ruas isoladas para não ser notado. Havia contado tudo que acontecera naquele dia.

- Izy. Há um jeito de tudo voltar ao normal. Eu só preciso ir para a delegacia e pegar a moeda!

- Isso é impossível. - disse Izy mais calma. - Eles logo vão notar que você é o mesmo que teve no apartamento de Jubo hoje.

- Vamos precisar da ajuda de alguém. Alguém que possa receber a moeda.

- Quem?

- Teu irmão não é investigador?

- O Argo?

- Ele pode fingir que precisa saber mais sobre a moeda e pedir para examiná-la.

Pedro pensou. Arno já havia lhe tirado de várias enrascadas.

Foram para a casa do irmão.

Duas horas se passaram até que toda a história tinha sido contada. Pedro jamais mencionaria Ussa na frente de Izy.

- Se vocês realmente acreditam numa maldição idiota, então tudo bem. Eu vou até a delegacia. Esperem aqui. Nunca vão desconfiar da minha casa.

Argo foi até a delegacia e já estava de volta com a moeda em pouco tempo.

- Argo! Você precisa me dar a moeda agora! - disse Pedro.

- Como assim? E o meu pedido?

- Você não disse que a gente era idiota de acreditar nessa história?

A campainha tocou. Pedro espiou pela janela. Eram policiais disfarçados. Ele podia reconhecê-los.

-Argo me entregue a moeda agora!

Argo olhou para Izy. Se a entregasse ficaria famoso. Então olhou para o irmão. O que tinha feito? Pedro seria incriminado.

- Pegue essa maldita moeda. -disse, entregando a para o irmão.

- Obrigado Argo. Te devo mais essa!

Izy e o namorado saíram discretamente pela janela. Não poderiam usar o carro. Pularam o muro e correram para longe dali sem olhar para trás. Abaixaram-se atrás de um arbusto de uma casa. Pedro pegou a moeda. Estava pronto para fazer um pedido!

Continua...


Publicado em : Literatura - Contos, Ficção
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