| Vem! |
|
|
|
Levanta-te, formosa minha e vem,
porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e já ouve-se o canto ao longe. A figueira começa a dar seus figos e as vides em flor exalam o seu aroma. Levanta-te querida, formosa minha, e vem! Pomba minha que anda pelas fendas dos penhascos, no esconderijo das rochas escarpadas; mostra-me o teu rosto, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce e o seu rosto amável. Quão formosos são os teus passos dados de sandálias, o maneio de teus quadris, são como colares trabalhados por mãos de artista O teu umbigo é taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre é monte de trigo cercado por lírios; a tua cabeleira como púrpura, estou aprisionado nela. Quão formosa e quão aprazível és, ò amor em delicias. Esse teu porte é semelhante a palmeira, e os teus seios á seus cachos. O aroma de tua respiração, como a das maçãs; os teus beijos são como o bom vinho; dos teus lábios, noiva minha, destilam mel. Como és formosa, querida minha,como és formosa! Se tu não o sabes, ò mais linda entre as mulheres, tu arrebataste o meu coração com um só de teus olhares. Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte e duro como a sepultura; o ciúme, as suas brasas, são brasas de fogo, são veementes labaredas, as muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios afoga-lo; ainda que alguém desse todos os seus bens pelo amor, seria de todo desprezado!! Venha depressa amada minha, minha irmã, minha amiga, namorada minha!! Esse é um poema baseado em livro biblico!
|
| < Anterior | Próximo > |
|---|