| ESA #25 - Joyce é mais corajosa que André. |
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Ainda eram nove horas da manhã quando André abriu a porta para Joyce. Ele estava com uma cara horrível de sono, porque chegara muito tarde da casa de Guta.
- Bom dia. - Joyce falou com um sorriso bonito e cheio de batom. Estava com um vestido cinza de algodão e sapatilha roxa como a faixa que tinha na cabeça. André bocejou, para mostrar para Joyce que estava com sono e ela estava atrapalhando. Como estava bravo com ela por ter sumido do cinema, abriu a porta de pijamas, para deixar claro que a visita era indesejada. - Bom dia. Onde você tava ontem? - Não quis ficar no cinema, o filme foi bom? - Foi, foi ótimo. - mentiu descaradamente. - Todo mundo se divertiu bastante, ficou faltando você. Onde você tava? Eu tentei te ligar quando cheguei em casa! Joyce entrou, sem cumprimentá-lo, mas André não ligou, porque estava fazendo ceninha de ciúmes e não queria cumprimentá-la também. - Tentou? Desculpe, eu nem vi. - Joyce estava sendo sincera, porque André é quem estava mentindo e não tinha tentado ligar para ela coisa nenhuma. - O Erick já acordou? - Não, ele acorda tarde, por quê? - Curiosidade. Preciso falar sério com você, será que dá ou volto quando você tiver mais acordado? - Joyce colocou a mão na cintura, como fazia sempre que estava brava com André, quando ele pisava na bola. André se sentiu culpado quase que imediatamente, porque tinha aprontado a noite toda com Guta e nem tinha ligado para Joyce e nem se importado em saber se a menina estava se sentindo bem ou mal. - Não, calma, vou só por uma roupa, quer vir? - André sorriu, dando uma de namorado mais calmo. - Eu espero você aqui. - Joyce virou as costas e seguiu em direção à sala, sentando-se no sofá. - Ah e acorda o seu irmão, preciso falar com ele também. Quando Joyce disse isso André sentiu seus pés gelarem! Teve certeza que Guta havia contado para Joyce que os dois estavam ficando as escondidas, que Erick sabia de tudo e que por isso ela queria passar o maior sermão nos dois! Saiu correndo subindo as escadas às pressas, tremendo da cabeça aos pés. Abriu a porta do quarto de Erick para acordá-lo, mas pegou Erick calçando os coturnos, de calça jeans e camiseta branca, já de banho tomado. - Erick! Socorro! - entrou correndo e fechou a porta atrás dele. - Credo André, viu um fantasma? - A Joyce está aí, ela quer falar com a gente... eu acho que a Guta contou tudo pra ela, meu deus do céu! Que merda, e agora o que eu vou fazer? Você precisa me ajudar! Erick não ligou, continuou amarrando os coturnos. - A Guta não falou nada pra ela, André. - Você falou? - Ela não sabe nada de você e da Guta. Não foi pra isso que ela veio. - ficou em pé. - Ufa. - André respirou mais aliviado, não seria chacinado por sua namorada. - Ainda bem, ontem a Guta ameaçou contar tudo pra Joyce se eu não terminasse logo com ela... putz, achei que a Guta tinha quebrado a promessa de esperar até o fim da semana, porque eu prometi que de sexta-feira não passava! - E qual o problema, então? - O problema é que eu não quero terminar com a Joyce... e nem com a Guta. Preciso decidir de quem eu gosto... não quero tomar nenhuma decisão precipitada! Ainda não decidi nada! - Você disse na semana passada que já tinha decidido e que ia ficar com a Joyce. - Erick observou, andando até André, que saiu da porta. - Não é tão simples assim... - O que é tão complicado? - Pô você sabe, você ficou com uma louca no hotel, traiu a Sofia e tudo mais, quando todo mundo descobriu o que aconteceu? Viraram a cara pra você! - No mínimo foi merecido, por ter traído a Sofia. Não escondi a verdade dela, não estou fugindo de nada, ao contrário de você! Não sei como você consegue mentir assim tão na cara dura! - Você quer que eu exponha pro mundo inteiro que estou comendo a Guta? Tá maluco! - Você acha que pode ficar enganando os outros por quanto tempo? Acha que a Guta vai te esperar a vida inteira? - Não vai ficar assim a vida inteira, é só até eu escolher! - Você nunca vai escolher! - Claro que vou... um dia! - Você nem sabe o que tá fazendo! - Claro que sei! - Acha que a Guta tá curtindo essa palhaçada? - Você acha que eu estou curtindo?! Eu estou sofrendo também! E sofrendo muito! - fez drama desnecessário. - Tenho sentimentos, sabia?! - Desisto de falar com você. - Erick abriu a porta do quarto e saiu. - Vou deixar a Joyce te contar que a menina louca do hotel era ela. - Como é que é? - André segurou Erick no braço fazendo-o virar-se para ele. - Repete o que você disse! Repete! - Berrou. - Foi exatamente o que você ouviu! - Erick gritou para ele de volta. Do andar de baixo, Joyce ouviu a confusão que iniciava no andar de cima. Não conseguiu entender muito bem o que estavam falando, mas sabia muito bem o que era, portanto, correu para o pé da escada. Viu André empurrar Erick contra a parede com toda sua força, agarrado à camiseta do irmão. Erick bateu a cabeça. - Para com isso André! - Mas André não soltou e puxou Erick de novo, batendo-o contra a parede mais uma vez, e o soltou em seguida. - Ai...! - Eu devia te matar, porra! - André gritou, ambos não viram Joyce ali em baixo, no pé da escada. - Como você pôde fazer isso comigo?! Você não vale nada! - Cala a boca, você não tem razão nessa história! - E nem você! Seu traidor! - e depois, André entrou no seu quarto, batendo a porta, deixando Erick no meio do corredor. Assim que a porta do quarto de André fechou, Joyce subiu as escadas. Erick olhou para ela, que estava assustada. - Você tá bem? - ela perguntou. André abriu a porta assim que ouviu a voz de Joyce. Eles se encararam. - E pra que você fique sabendo, eu tô te traindo com a Guta muito antes de você me trair, falou?! - e bateu a porta de novo. Joyce não pode evitar, começou a rir. Encarou Erick que estava mais sério do que em enterro, com uma das mãos na cabeça. - Você tá bem? - Eu tô. - Erick respondeu. Joyce deu de ombros e aproximou-se dele. - Acho melhor colocar gelo... - É, pode inchar... André abriu a porta de novo, atirou em Joyce todas as cartas que ela escreveu e que ele guardava. Depois jogou um ursinho de pelúcia que dera para ele. - André, deixa de ser ridículo. - Joyce falou irritada com a cena de bota-fora de André. Ele parou com a cueca que fora presente de aniversário nas mãos, pronto para jogar para ela, mas perdeu a coragem. - Eu achei que isso significava alguma coisa pra você! - gritou. - Significava antes de você jogar tudo pelo ralo pra catar a Guta! Meu deus, a Guta é minha melhor amiga, seu sujo! - E o Erick é meu irmão, sua louca! - Pelo menos é mais homem que você e não tem medo de assumir o que sente! - André jogou a cueca em Joyce, com raiva do que ela disse. - Ei, ei, podem parar! - Erick se intrometeu, não queria saber onde aquela discussão ia dar. - Isso tá parecendo um hospício! Alguém avisa a Guta que ela joga alguma coisa lá da casa dela também! Joyce e André pararam de gritar. Todos se encararam. O momento de silêncio que ficou entre os três foi o suficiente para que chegassem à mesma conclusão: ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. E estavam todos no mesmo barco, todos culpados de um mesmo crime. - Eu vou tomar banho, não acredito que isso tá acontecendo! - André voltou para dentro do quarto, sem fechar a porta. Erick e Joyce se entreolharam, ela deixou escapar um sorriso no rosto: - Acho melhor ligar pra Guta..! - Você liga, eu vou pegar gelo, minha cabeça tá doendo! - e depois de dar um selinho na garota, desceu as escadas. Horas depois, Guta e Joyce estavam desfazendo o armário de Erick, separando o que achavam legal e o que achavam que devia ser jogado no lixo. A pilha de roupas legais era composta por quatro peças. - Desculpa não ter te dito nada, Joyce. - Guta falou segurando uma camiseta preta de banda, que já tinha pilha destinada. - É horrível essa situação... me sinto um lixo de amiga. - Não tem mais importância Guta. - Joyce respondeu meio sem graça. - Você é minha melhor amiga, se tivesse dito antes, eu não teria ficado com o André. Se você gosta dele e ele gosta de você, por mim tá tudo bem. Esse assunto não me chateia. - Obrigada! - Os amigos são mais importantes que os namorados. - a princesa das neves sentenciou. - Porque os amigos ficam pra sempre. - A loirinha concordou e pegou outra camiseta de banda. Jogou na mesma pilha. - O Erick deixou mesmo você mexer no armário dele? - Eu nem pedi. - Joyce revelou, abrindo uma gaveta cheia de cintos, correntes, braceletes e sabe-se-mais-lá-o-quê. - Mas não vou perder a chance de jogar no lixo aquelas calças horríveis! - Eu não imagino o Erick usando M. Officer. - Guta jogou mais uma camiseta na pilha. - Eu não vou usar M. Officer! - Erick reclamou, entrando no quarto com André, que trazia uma bandeja com suco e sanduíches cortadinhos em triângulos. - Qual o problema com M. Officer? - André não entendeu. Entrou largando a bandeja em cima da escrivaninha. - Eu gosto e uso! - Esse é o problema! - Erick debochou. - Uau, que capricho! - Guta disse quando se aproximou da bandeja de sanduíches. - Não são só garotas que entendem de cozinha. - André encheu o peito para falar. - Ô Joyce o Slipknot é minha banda favorita! - Erick reclamou, revirando a pilha de camisetas que ia ser jogada fora. - Mas então compra uma camiseta nova, né Erick, olha o estado que elas estão! Dá pra te confundir com um mendigo na rua! - Que maldade! - André divertiu-se e sentou-se no chão pegando um sanduíche. O lado bom de ter terminado o namoro com Joyce era que agora ela não ia mais buzinar no seu ouvido sobre suas roupas ou seu cabelo... mas o lado ruim, era que não gostava nada da idéia de perder a garota pra Erick. - Como assim um mendigo? - Erick protestou. - Tá, dependendo da calça parece um palhaço! - Palhaço? - Um palhaço boyzinho! Eu disse que ia achar uma Opera Rock! - e ficou balançando uma camiseta amarela de manga comprida que estava no cabide. - Se eu achar uma calça da Zoomp ou da Levis você está perdido! - Se você parasse pra olhar na etiqueta antes de jogar fora, já tinha visto... - Erick admitiu com um sorriso de deboche. Guta sentou-se ao lado de André, lambendo os dedos com maionese. Era uma indecência e foi o suficiente para André parar de prestar atenção ao redor. Assim que Guta olhou para ele, convidou a garota para ir a seu quarto, mexendo a boca sem som. A menina sorriu e fez que sim. Os dois notando que os outros estavam ocupados, aproveitaram para escapolir. Joyce abriu uma gaveta e achou uma fotografia de uma mulher com um bebê vestido de marinheiro. - Que fofinho, Erick. - Sentou-se na cama do lado dele, com as fotos na mão. - É a sua mãe? - É. - respondeu aproximando-se para olhar. - Eu tinha uns dois anos, foi logo que ela mudou pra Brasília, pouco antes dela casar com Gregory. - Seus pais se separaram cedo? - Eu nem sei essa história direito, viu. - Erick confessou. - Só pra você ter uma idéia, a última vez que eu tinha visto meu pai biológico eu tinha uns sete anos. A minha mãe casou com Gregory quando eu tinha dois, por aí! - Então praticamente o Tio Márcio nunca foi nada pra você... - Exatamente. - Deve ter sido chato a beça ter que vir morar aqui com um estranho. - Chato mesmo é agüentar o André o dia todo! - Erick debochou, colocou a fotografia de volta na gaveta e virou-se para Joyce. - Meu armário tá vazio! - Essa é a idéia, a gente se livra do lixo e depois compra roupa nova eu faço isso todo mês no meu armário. - Sua mãe deve querer morrer toda vez que você faz isso! - Depois ela faz um bazar com as roupas que eu não quero mais. - Joyce sorriu e o puxou em sua direção. - Agora chega de reclamar, tá? - O que você quiser! Beijaram-se no meio da bagunça que estava o quarto de Erick. Renato estava arrumando a casa para receber os amigos para uma pizzada no Sábado à noite. Sua mãe havia saído com as amigas e liberou a casa para Renato chamar quem quisesse. Cecília estava ajudando-o a por a mesa. A noite estava estranhamente fria, por isso ela estava de casaco de veludo verde escuro, com uma blusinha roxa e uma calça jeans preta. Usava a bota preta por cima da calça de forma sensual. O rádio tocava alto uma música do Sugar Ray escolhida por Renato. Sofia cantava com a colher de pau, junto com Ênio, de forma bem desafinada, que fingia que a pá da lareira era sua guitarra - embora ele tocasse bateria em sua banda. - Esses dois são loucos. - Renato comentou, terminando de colocar os copos enquanto Cecília na outra ponta, terminou de colocar os talheres. - A Isabella não vem hoje? - Não, somos apenas nós hoje. - Ah é o Erick tá de castigo... - Renato riu. - Acho muito chato o tio Márcio não deixar o André sair também. - Até parece que o André não está usando isso de desculpa para ficar com a Joyce. - Cecília deu de ombros. - E a Guta disse que tinha que estudar. - Vai sobrar bastante pizza. - Renato anunciou. - Vai nada, eu como! - Cecília brincou. - Magricela desse jeito, duvido! - Quer apostar?! Ênio terminou de montar a bateria quando Joaquim entrou na garagem com seu baixo. Isabella estava afinando sua guitarra sentada no chão. Joaquim era alto e tinha cabelos lisos avermelhados, que batiam lisos e repicados abaixo do queixo, como um integrante de uma banda inglesa. Apesar disso, não era como Joyce que se importava com suas roupas e usava qualquer coisa que encontrasse no caminho, por isso estava com uma calça marrom e uma camiseta amarela, que não combinavam em nada e o deixavam com um tom ridículo. - Eu chamei uns amigos, espero que não se importe. - Ênio avisou, sentando-se na bateria. - Espero que eles não se importem com as músicas! - Oi! - Renato anunciou que chegou. Calça jeans e camiseta branca. Estava com uma garrafa de Vodka na mão. - Ei, eu conheço você! - Joaquim sorriu, era um dos colegas de Joyce. - Renato, né? - Sim, sim. - cumprimentou Joaquim primeiro que todos. - Grande coincidência essa. - Com certeza! - plugou o baixo em um amplificador, abaixando-se para acertar os pedais. - Olá! - Cecília e Sofia chegaram falando juntas como verdadeiras gêmeas. Mas agora as duas estavam completamente diferentes. Ênio ficou contente em ver que Sofia estava ali para assisti-lo, tinha certeza que depois dali tudo daria certo para eles, porque poderia mostrar o quanto era com sua bateria. Sabia que Sofia ficaria louca com isso! Isabella cumprimentou as duas irmãs interrompendo sua afinação. - Que bom que vieram! - disse, ajeitando sua blusinha listrada retirada de um brechó. - Eu trouxe o gelo! Tá ali naquele isopor. - apontou um isopor azul perto da roda do Alpha-Romeo. - Esse é o Joaquim, irmão da Joyce. - Ênio apontou o baixista, que de costas acertava seu amplificador, tentando ligá-lo. - Elas são amigas da Joyce. Cecília e Sofia. - Ah, oi! - Joaquim virou-se para elas e quase morreu do coração quando viu quem eram. Ele já tinha visto as duas algumas vezes com Joyce. - Oi! - as duas o beijaram ao mesmo tempo um de cada lado. - Não tem onde sentar, mas fiquem a vontade! - Ênio debochou. - Tudo bem a gente senta no chão! - Sofia disse. Como já imaginavam isso, estavam as duas de calça jeans e tênis, mas a diferença era que Sofia usava uma blusinha roxa e Sofia uma preta. Isabella ficou em pé quando terminou de afinar sua guitarra. - Estou pronta! - e viu Ênio olhando para Sofia com cara de bobo e foi o suficiente para ficar irritada. Se havia uma coisa que Isabella gostava era o ensaio, agora estava estragado, porque Ênio era um imbecil que ficava babando em Sofia sem se tocar de que não teria chance! - Eu também. - Joaquim avisou. - Prontos? E o ensaio começou quando Ênio fez uma contagem com as baquetas. O som estava tão alto que parecia que ia explodir a garagem. Os dois carros dos pais de Joaquim e Joyce estavam mais para o fundo, não sobrando muito espaço para a banda ficar, mas era suficiente. Renato reparou como Isabella tinha talento e tocava muito bem sua guitarra, que tinha a correia modificada e coberta com uma estampa de zebras. Ela gostava bastante de estampa de zebras, porque também usava um all-star estampado e uma pulseira no braço esquerdo. A japonesinha parecia ser incapaz de errar, e tocava com uma segurança admirável. A banda até que não era ruim, mas dava para perceber que eles estavam sem um vocalista dedicado, porque Joaquim não era o mais afinado cantor do mundo e não sabia todas as letras. Todos se divertiram bastante aquela tarde, bebendo vodka com gelo e refrigerante. Até arriscaram cantar junto as letras que sabiam, quando a música era conhecida. No fim da tarde, o ensaio tinha virado uma festa e a banda havia se substituído por um rádio com um CD do Fall Out Boys escolhido por Joaquim, que estava sentado perto de Ênio, conversando com Cecília e Isabella. - Ah, não fala mal da Avril Lavigne, eu gosto dela! - Isabella reclamou. - Você tem um péssimo gosto! - Joaquim debochou. - É Isa, aqui você é minoria! - Ênio continuou. - Até que Avril não é ruim... fala sério, eu não suporto aquela Courtney Love. - Cecília sentenciou. - Ela matou o Kurt Cobain. - Ênio comentou. - Isso é lenda! - Joaquim defendeu Courtney. - Ela é gata e não é uma criança como a Avril. Enquanto eles discutiam sobre música, Renato e Sofia estavam na cozinha preparando mais um drink para os amigos enquanto conversavam. - E você não ficou triste? - No começo sim, mas aí eu percebi que não gostava dele como achava que gostava... foi meio paixonite, passou. - Sofia contou, pegando o limão cortado e misturando em um pote que já tinha Kiwi. - Sei como são essas paixonites. - Renato riu e terminou de lavar os copos e se aproximou de Sofia. - Eu queria te perguntar uma coisa... - O quê? - Sofia virou-se para ele curiosa e Renato a beijou, sem dar tempo para Sofia reagir, abraçando-a fortemente pela cintura pequena. Quando percebeu o que estava sendo beijado por Renato, Sofia retribuiu o beijo, abraçando-se com ele com as mãos sujas de fruta. Sofia não aprende nunca...!
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